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Capital Belém

Rede municipal de educação debate a ressignificação e humanização do ensino infantil

Para as educadoras, a Jornada Pedagógica é o momento de troca de saberes e vivências

21/01/2022 05h00
Por: Redação Fonte: Tábita Oliveira
Foto Divulgação
Foto Divulgação

Em uma programação presencial e virtual, a rede municipal de ensino de Belém realiza durante toda esta semana a Jornada Pedagógica com a comunidade escolar para avaliar e planejar as ações para o ano letivo de 2022, considerando a realidade de cada território de aprendizagem.

Nesta quinta-feira, 20, a comunidade da Escola Municipal de Educação Infantil Professora Luzmarina de Melo Muniz, localizada em Icoaraci, particpou do debate sobre a ressignificação e humanização das práticas pedagógicas para o seu público de 0 a 3 anos, enfatizando a educação especial para crianças com deficiência.

A secretária municipal de Educação, Márcia Bittencourt, explica que a Semec criou diversas coordenadorias que não existiam na rede, uma delas voltada às Relações Étnico-Raciais.  "É importante tratar isso desde a infância? Como é que a gente faz política antirracista? E a inclusão, que tem uma luta histórica de 30 anos? Mas, quantas de nós educadoras conseguimos aprender Libras, a língua de sinas?”, instigou a secretária, sobre como como acolher um aluno surdo, cego ou com outras deficiências.

Nova Educação Especial

Saberes e práticas inclusivas na educação infantil foi o tema da palestra da pedagoga, Iolanda Corrêa, especialista em Educação Inclusiva, do Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie), vinculado à Semec, que desenvolve a política de atendimento educacional especializado da Prefeitura de Belém aos estudantes com deficiência.

A cada ano, o Crie atende, através de assessoramento às escolas municipais, uma média de 2 mil estudantes com deficiência intelectual, visual, física, múltipla, surdo, cego, altas habilidades, superdotação, transtorno do espectro autista e outras deficiências, distribuídos em 69 salas de recursos multifuncionais.

Entre núcleos especializados de educação básica, avaliação educacional, e estágio especializado, o Crie atua por meio dos programas: Nas tuas mãos, Ciranda da Família, Artes, Cultura, Educação e Inclusão, Transtorno do Espectro Autista, e Educação Bilíngue para surdos. O centro conta com 500 estagiários da educação especial.

O professor cego, Aguinaldo da Silva Barros, que é mediador do Programa Nas Tuas Mãos, desenvolvido nas escolas da rede municipal de ensino também apresentou o seu trabalho.

Escola Berçário

 A EMEI Luzmarina de Melo Muniz, localizada no Residencial Quinta dos Paricás, em Icoaraci, atende crianças 0 a 3 anos. A partir deste ano de 2022 será a primeira escola berçário de Icoaraci, parceira do projeto Unidades Amigas da Primeira Infância (Uapi), desenvolvido pelo Fundo das Nacões Unidas para a Infância (Unicef).

O projeto é voltado à qualificação dos serviços de saúde e de educação infantil, com a finalidade de contribuir com bons resultados das políticas municipais para a primeira infância.

Para as educadoras, a Jornada Pedagógica é o momento de troca de saberes e vivências, em que fica claro que a escola deve oferecer uma formação integral à criança.

"Somos de uma comunidade peculiar. Conhecemos as famílias e tudo que passaram na pandemia. E percebemos que havia uma necessidade de ressignificar o nosso olhar e vê como as crianças estão chegando. Precisamos ter uma prática humanizadora. Essa semana foi muito rica e estamos preparados para iniciar o ano e receber as crianças com sensibilidade e afeto”, contou a diretora da EMEI Luzmarina de Melo Muniz, Vanessa Machado.

A pedagoga Márcia Maria Corrêa de Miranda da Penha, especialista na educação inclusiva, 63 anos, atua há mais de 30 anos na educação e conta que anteriormente, as crianças especiais eram colocadas em salas separadas. "A educação especial mudou muito. Antes havia discriminação da categoria. Eu gosto da educação especial. Atendi muitos alunos autistas e aprendi muito com eles. Hoje são meus amigos. Transformei o não em sim para meus alunos. E os vejo também como mãe, porque tenho um filho especial”, conta.

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