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Dialeto não-binário ou linguagem neutra, um desacato a língua portuguesa

Pronomes como ‘elx’, ‘todxs’, por exemplo, estão sendo usados em empresas, em escolas com o intuito de incluir o público não-binário.

22/11/2021 10h30
Por: Redação Fonte: Nathália Fernandes
Foto Divulgação Tim Samuel/Pexels
Foto Divulgação Tim Samuel/Pexels

Pessoas não-binárias são aquelas que não se identificam com nenhum dos dois únicos gêneros - masculino e feminino – ou se reconhece em ambos.

Sob esse prisma, criou-se um dialeto; uma série de variações de pronomes e de palavras utilizadas para o reconhecimento dessas pessoas, isto é, o dialeto não-binário, linguagem neutra ou inclusiva. Ocorre que essa linguagem pode ser muitas coisas, menos inclusiva.

 

Porém, esse vocabulário inclui somente esse nicho, excluindo os surdos que se comunicam por meio da leitura labial, os cegos que utilizam um software que abarcam o português (configurados de acordo com a norma padrão) e atrapalha as pessoas que têm dislexia. Além disso, a norma padrão da língua portuguesa já inclui o gênero neutro.

No latim, língua paterna onde se deriva o português, o espanhol e o francês, existe o gênero masculino, o feminino e o neutro, que era definido pela escrita com a terminação em ‘U’. Quando o latim deu origem ao português, esse gênero neutro foi incorporado pela variação masculina – antes ‘elu’, agora ‘ele’.

Dessa forma, quando se diz ‘boa noite a todos’, o pronome indefinido variável ‘todos’ refere-se ao público masculino e feminino. Percebe-se também a concepção de que a língua portuguesa é machista é uma falácia. Ela é masculina, já que temos a variação no gênero feminino ou bigênero como a palavra ‘criança’.

A França, país progressista, aboliu o uso da linguagem neutra em escolas. Segundo o Ministério da Educação, essas “armadilhas artificiais” atrapalham o aprendizado dos alunos e prejudicam as pessoas com deficiência mental. A Academia Francesa classifica essa reforma imediata da língua como uma “injunção brutal, arbitrária e descoordenada, que ignora a ecologia do verbo”.

No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei que veda o uso da linguagem neutra nas escolas, em documentos oficiais, em editais de concursos públicos e em ações culturais, esportivas, sociais ou publicitárias. A justificativa é taxativa como deve ser: desacata a língua portuguesa, nosso patrimônio cultural.

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