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Artigo Opinião

O Globo, que chama um herói de "assassino" e passa pano em criminosos

Se tem uma coisa que o jornal O GLOBO não economiza é "fakenews":

27/11/2021 10h30
Por: Redação Fonte: Eduardo Negrão
Foto Divulgação Reprodução
Foto Divulgação Reprodução

Em reportagem publicada ontem, eles já começam mentindo na manchete:

“Trump se reúne com assassino de ativistas antirracistas nos EUA: 'Bom garoto'”.

Nos Estados Unidos assassinos não se reúnem com ninguém porque em 100% dos casos eles são presos e condenados a penas acima de 40 anos – e lá 40 anos de cadeia, são 40 anos mesmo e não 40 divido por 6 como é no Brasil.

O jovem em questão Kyke Rittenhouse que O GLOBO faz questão de destacar que é branco, matou sim dois arruaceiros que o estavam espancando com um turba de mais de 100 pessoas que o ameaçavam linchá-lo. A razão da fúria é porque Kyle os havia impedido de saquear e incendiar um posto de gasolina e uma loja de conveniência de um amigo, ao qual ele protegia.

Segundo O GLOBO, o jovem Kyle Rittenhouse (de 17 anos à época) foi acusado de “matar a tiros dois ativistas do movimento Black Live Matters e ferir um terceiro durante protesto antirracismo na cidade de Kenosha no ano passado”.

Mas quem eram esses ‘ativistas’ que ele matou?

Vamos aos fatos: A primeira vítima, Joseph Rosenbaum havia tentado suicídio horas antes da manifestação. Ele saiu do hospital e foi direto para uma manifestação onde era certo que haveria violência. Ou seja, Joseph estava querendo confusão e encontrou.

Ele tinha acusações pendentes em Wisconsin por violência doméstica e havia um mandato de prisão contra ele. Em dezembro de 2002, um tribunal do condado de Pima, Arizona, sentenciou Joseph Rosenbaum a uma década de prisão por acusações de abuso sexual infantil – sim o falecido era um pedófilo condenado.

Ele passou pouco mais de 14 anos na prisão, onde cometeu dezenas de infrações disciplinares, mostram os registros do estado.

PÁ DE CAL NA NARRATIVA.

Mesmo depois de Rittenhouse fuzilar Rosenbaum, o segundo agressor Anthony Huber, de 26 anos, não se intimidou e perseguiu o adolescente, o atingindo com um skate na cabeça. Quem persegue um cara com um AR-15 segundos depois dele ter atirado em alguém?

Rittenhouse então atirou fatalmente em Huber uma vez no peito.

Anthony Huber era natural de Kenosha e tinha seis irmãos. Os documentos do tribunal de Wisconsin mostram que Huber foi condenado por violência doméstica e conduta desordeira em 2018. Ele também cumpriu pena na prisão em 2012 por sufocar o próprio irmão.

Numa inversão total de valores O GLOBO aponta como ‘assassino’ que se juntou a ‘milicias armadas’ um jovem que acaba de ser absolvido e aponta como ‘pacificos manifestantes’ elementos com longa ficha criminal, um deles condenado por pedofilia.

E, para jogar a pá de cal nessa narrativa, os protestos em Kenosha ocorriam supostamente contra o racismo da policia que atirou sete vezes nas costas de um homem negro chamado Jacob Blake, e sim, isso realmente ocorreu.

No dia 23 de agosto de 2020 a polícia local foi chamada por que estava acontecendo um caso de violência doméstica contra uma mulher. O agressor, Jacob Blake, também tinha tomado as chaves do carro da companheira e se recusava a devolver mesmo com a presença da polícia.

Quando passaram um rádio para a Central os policiais foram informados de que já havia um mandado de prisão pendente contra Jacob em razão de um estupro.

Infelizmente, o elemento também ouviu o diálogo e tentou adentrar o carro que ele estava furtando e empreender fuga.

Os policiais dispararam por se tratar de um contraventor recorrente.

Quando você se envereda pela vida do crime e comente estupros, pedofilia e participa de saques, ser baleado é um risco inerente à sua atividade.

Só O GLOBO parece não saber disso.

Vocês contam ou eu conto?

 

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.

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